Aluno do futuro: como preparar os jovens para o mundo?

29 de setembro de 2022


Quem é o aluno do futuro? O que esperar dos jovens de 2030, data limite da agenda proposta pela Organização das Nações Unidas (ONU) como reparação dos problemas globais? Quais são as características necessárias para enfrentar esse mundo cada vez mais globalizado e tecnológico? Mais além, como a escola e o educador podem preparar esses jovens para viver a mudança, seja passiva ou ativamente?

 

Perguntas e mais perguntas que se previstas e pensadas com antecedência, podem influenciar no resultado e ajudar em uma transição natural. 

Quem é o aluno do futuro?

Dois pesquisadores de Harvard, Fernando Reimers e Connie K. Chung, prepararam um estudo que sugeriu que a educação deve incluir inúmeras competências e complementar o conhecimento dos jovens sobre as culturas mundiais e a comunicação internacional.

O material foi dividido em três tipos de competências:

Competências cognitivas

Uma das competências cognitivas mais importantes é a alfabetização digital. Além disso, os alunos também devem ser capazes de:

  • Comunicar efetivamente;
  • Ouvir ativamente;
  • Pensar criticamente;
  • Raciocinar logicamente; e
  • Interpretar claramente.

Competências Interpessoais

A empatia foi apontada como fundamental, pois permite que considerem a verdadeira complexidade das questões e alcançar a tolerância e o respeito pelos outros. Ademais, o aluno do futuro precisa dominar a:

  • Colaboração;
  • Cooperação;
  • Liderança;
  • Responsabilidade
  • Comunicação assertiva; e a
  • Influência social.

 

Competências intrapessoais

Flexibilidade e adaptação às mudanças serão dois itens muito importantes para a próxima geração, mas também devem nutrir:

  • Orientação ética;
  • Autorregulação; e
  • Abertura intelectual.

Preparação para o mundo do trabalho

E você, educador(a), o que acha que o aluno do futuro também precisa ter? Com certeza você deve ter listado pensamento crítico e resolução de problemas e criatividade! 

Essas soft skills são competências não técnicas, junto de colaboração, inteligência emocional, resiliência, e gestão do tempo e sim, serão altamente valorizadas pelos empregadores no futuro. Afinal, o aumento da tecnologia naturalmente leva a uma maior necessidade dessas habilidades

A tendência é que a tecnologia traga uma mudança na maneira como trabalhamos e exija que os profissionais assumam funções mais inovadoras e criativas, enquanto a inteligência artificial cuidará das tarefas rotineiras do dia a dia.

Para colaborar com a inserção desse aluno do futuro no mercado de trabalho, você pode introduzir o desenvolvimento de habilidades sociais na sala de aula com o aprendizado baseado em projetos.

Essa metodologia exige que eles trabalhem em equipe, que se comuniquem e construam relacionamentos. Também dá a chance de delegar, assumir o protagonismo das responsabilidades, apresentando e resolvendo problemas. Mas para que ocorra com qualidade, é boa ideia dar espaço aos estudantes para que trabalhem em projetos que realmente os comovam.

Revista arco43 - 7 Edição