Como dar uma aula de História diferente?

12 de dezembro de 2022


A história é o registro da jornada da humanidade e contém todos os ingredientes para ser um assunto envolvente, que deixa os jovens ansiosos para aprender mais. No entanto, para alguns dos estudantes não é assim, a aula de História soa como desinteressante e enfadonha.

E é claro que entrar em uma sala e ver um mar de rostos vazios é desanimador para qualquer professor. Mas calma, tem solução!

Vencer o desafio de manter os alunos envolvidos e interessados exige criatividade e inovação. Por isso, para além de usar a tecnologia em sala de aula, separamos algumas dicas práticas para aulas criativas de História que vão ampliar suas possibilidades. Confira!

Maneiras de tornar a aula de História mais envolvente 

Use a mídia visual 

Uma vantagem de ensinar História é que você não é o único apaixonado pelo tema, inúmeros cineastas também o são. Como resultado, existem muitos e muitos filmes e séries históricas acessíveis e que podem ser exibidos em classe. 

Após a exibição, você e seus estudantes ainda podem conversar sobre o que é fato e o que é ficção, assim como sobre os possíveis motivos pelos quais o roteirista escolheu focar em determinado assunto. Sabe aquela frase “a história é escrita pelos vencedores”? Aqui ela tem tudo para gerar ótimas discussões interdisciplinares que fomentem o pensamento crítico. 

 

Brinque de faz de conta

Que tal, para ensinar um período, vivê-lo? Como professor de História, você deve buscar envolver seus alunos no período histórico, se quiser que eles verdadeiramente se aprofundem, e a dramatização é um excelente método para isso. 

Um bom projeto para uma aula de História divertida pode ser desenvolvido a partir da escolha de uma figura histórica do período por cada estudante, que deverá escrever um discurso completo e adequado à personalidade que previamente estudou. Vale se fantasiar para apresentar o discurso. 

Busque fatos divertidos para discutir durante a aula de História

Dados de mídias sociais e de outras fontes de comunicação online certamente serão usados ​​por historiadores do futuro para aprender sobre nossos tempos. Mas por que não começar a aprender com essas mídias agora?

Recentemente, um perfil no Twitter viralizou com uma thread de História em formato de ‘fofoca’. Usando memes e gírias para contar a Era Vargas, cada tweet bateu mais de 2.000 curtidas. Um fenômeno que ainda rendeu bastante interatividade de alunos opinando sobre o formato. 

Vale a pena replicar a proposta dentro do tema estudado no semestre e, quem sabe, até unir com a dramatização. No caso do tema Vargas, uma proposta é criar o julgamento de Getúlio — definir júri, juiz, advogados de defesa e acusação e todo o necessário para compor a cena — e deixar a sala pesar suas ações em uma discussão informada e colaborativa.

Ajude os estudantes a lembrar datas

Há um número infinito de datas na História que devem ser lembradas e vê-las em uma lista não necessariamente é o melhor método de memorização. Alguns métodos eficientes de memória, que convertem informações em uma forma que o cérebro pode lembrar com mais facilidade, envolvem compor uma música, fazer mapas mentais, gravar as informações em áudio e criar perguntas-chave. 

Transforme a aula de História em Histórias

Cada época é, em suma, um conto do passado. Além das variadas leituras didáticas, a aula de História pode envolver um storytime. Uma tarefa individual ou coletiva, onde cada estudante colabora com uma tarefa do projeto e dá vida a algum personagem histórico.

Essa proposta também pode envolver tratar os fatos como se estivessem em um canal de notícias ou jornal impresso. Para isso, é válido recortar bem o tema e se concentrar em questões selecionadas, assim os alunos terão mais oportunidades de pensar criticamente e compreender o passado.

Incorpore bons materiais didáticos 

A dica extra é a obra para o Ensino Médio História em Curso – Vol. Único, que ao articular teoria e prática, aproxima os conteúdos históricos ao cotidiano do aluno, apresentando a História como um conjunto de processos derivados da ação de indivíduos, incluindo o próprio estudante.