Como desenvolver o pensamento crítico em alunos da geração Z?

12 de novembro de 2021


Nascidos entre 2000 e 2010, os alunos da Geração Z ocupam as salas do Ensino Médio e Ensino Fundamental. Você, professor, provavelmente percebeu que existem algumas diferenças entre eles e seus predecessores da Geração Y, que já estão no mercado de trabalho há mais de uma década. Os jovens de hoje são ainda mais experientes em tecnologia e multitarefas, mas têm períodos de atenção ainda mais curtos. Aí vem a questão, como desenvolver o pensamento crítico e envolver alunos que exigem conexão e se desligarão da discussão se não virem a relevância, que desejam não apenas ouvir sobre um tópico, mas vê-lo, tocá-lo e senti-lo?

Quais as principais dicas de como desenvolver o pensamento crítico?

A resposta está em adaptar os métodos de ensino para atender às necessidades da geração de hoje e mantê-los engajados. Sabemos que o modelo de sala de aula padrão, em que um educador fica na frente da classe e palestra, não funciona mais, ao menos, não o tempo todo. Mas o que funciona? 

Use várias modalidades de ensino

Vídeos, atividades online e trabalhos em grupo são ótimos acréscimos ao trabalho do dia a dia e aptos para o debate sobre a importância do pensamento crítico. A chave aqui é a variedade, que não só ajudará a manter a atenção dos alunos da Geração Z, mas também atenderá a uma multiplicidade de necessidades de aprendizagem. 

Crie também um ambiente de aprendizagem ativo, usando ferramentas inovadoras. O desejo por experiências de aprendizado prático e social tornam os modelos interativos uma parte vital das salas de aula do século 21. Mas lembre-se: “por que” é tão importante quanto “o quê”. Os alunos da Geração Z precisam saber que o que estão aprendendo é relevante. Ao responder à pergunta “por que” com raciocínio baseado em evidências, antes de ensinar o “como”, você garantirá a eles que o conceito se aplica à vida real.

Pensamento científico crítico e criativo se anulam?

Estudos sugerem que desenvolver o pensamento crítico dos alunos e torná-los melhores solucionadores de problemas acontece quando aprendem a:

  • Analisar analogias;
  • Criar categorias e classificá-las em itens de forma adequada;
  • Identificar informações relevantes;
  • Construir e reconhecer argumentos dedutivos válidos, assim como hipóteses de teste;
  • Reconhecer falácias de raciocínio comuns;
  • Distinguir entre evidências e interpretações de evidências.

Mas essas lições tendem a sufocar a criatividade? De jeito nenhum, o pensamento crítico é sobre curiosidade, flexibilidade e mente aberta para as múltiplas soluções, ou seja, pensamento científico crítico e criativo andam lado a lado. Na verdade, a instrução explícita deste tema pode tornar os jovens  mais inteligentes, independentes e criativos.

Revista Arco 43