Retorno às aulas após a pandemia, o que a sua escola precisa?

18 de novembro de 2021


O ano letivo de 2021 está quase no fim e o de 2022 já se prenuncia com a necessidade de imaginar um retorno às aulas após a pandemia, a vacina e a retomada presencial. Para ajudar a entender a realidade de, ao menos, uma parte das escolas brasileiras e propor recomendações, o grupo de trabalho ligado ao departamento de São Paulo do IAB (Instituto de Arquitetos do Brasil) elaborou o “Manual Técnico para Escolas Saudáveis”.

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As orientações para um retorno às aulas após a pandemia são divididas nos seguintes pontos de atenção: acolhimento, distanciamento, acessibilidade, conforto ambiental, portas e maçanetas, torneiras e bebedouros. Em suma, atenta-se para a necessidade de garantir espaços amplos estendidos a salas de aula, corredores, banheiros, refeitório, cozinha e salas administrativas. Da mesma forma, existe a preocupação com um plano de retorno que considere a entrada e saída de alunos organizada, bem como o acesso aos refeitórios e espaços compartilhados.

O ideal para o horário das refeições é um distanciamento de dois metros entre as pessoas, já que é o momento em que as máscaras são retiradas. Espera-se que as escolas encorajem os estudantes a não conversarem durante esse momento e sentarem-se na diagonal. Para acessar o guia completo, clique aqui!

Retorno às aulas após a pandemia: atenção aos espaços externos

No ano passado, testemunhamos uma valorização crescente pelos recursos que as escolas oferecem – e uma maior consciência de que alguns prédios escolares, devido à desigualdade de financiamento, nunca foram considerados saudáveis ​​para alunos e professores. 

Segundo o guia, o retorno às aulas após a pandemia precisa valorizar os espaços ao ar livre, já que as chances de se contaminar com o vírus são reduzidas, uma vez que as partículas ficam mais dispersas e o vírus da Covid não tem grande alcance – e as partículas pesadas caem direto no chão quando são expelidas por alguém. Tomando todos os cuidados, os espaços externos podem aparecer como protagonistas nas estratégias de retomada das atividades escolares, desde que tenham seu uso alinhado com o programa pedagógico escolar

“A escola saudável depende de objetos e de ações saudáveis. O território educativo é formado por objetos e ações educadoras. Então, a questão central é: as ações e os objetos da escola contribuem ou impedem o Projeto Político-Pedagógico e o currículo da escola, à luz do Plano Estadual de Educação?”, aponta o grupo de trabalho.

Revista Arco 43