Competências empreendedoras: como aplicar em sala de aula?

28 de novembro de 2022


Será que as escolas e suas atuais metodologias de ensino estão formando os executores, criadores e pensadores que o mundo precisa e precisará ainda mais no futuro? Trabalhar competências empreendedoras é um caminho para responder essa questão com um sonoro ‘SIM’.

Apesar da palavra “empreendedor(a)” remeter para alguns apenas o conceito de startups e lembrar alguém que exerce iniciativa em determinado empreendimento, é importante notar que todos nós somos empreendedores de alguma forma em alguma coisa. Empreender é se arriscar no novo.

Assim, aplicar práticas empreendedoras na escola não se resume a falar de finanças. Aliás, a melhor maneira de ensinar empreendedorismo na sala de aula é torná-lo o mais prático e real possível. 

 

O que são competências empreendedoras?

As competências empreendedoras, como um conjunto de soft e hard skills para ser um profissional de sucesso, podem abranger uma gama de habilidades: das técnicas, as de liderança e criatividade, que têm a possibilidade de serem aplicadas a muitos cargos, indústrias e situações diferentes. 

Alguns exemplos de competências empreendedoras são:

  • Gestão de negócios;
  • Trabalho em equipe e liderança;
  • Comunicação e escuta;
  • Atendimento ao cliente;
  • Habilidades financeiras, analíticas e de resolução de problemas;
  • Pensamento crítico;
  • Planejamento estratégico;
  • Gestão do tempo e organização;
  • Noções de branding, marketing e networking.

O que diz a BNCC sobre educação empreendedora?

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) divide o tema em dois tópicos: empreendedorismo clássico e social.

O empreendedorismo clássico seria o projetado para gerar lucro financeiro. “Desde o início, a expectativa é que o empreendedor e seus investidores obtenham algum ganho financeiro pessoal. O lucro é a condição essencial para um empreendimento sustentável” (BNCC, 2017). 

Já o empreendedorismo social seria o que não tem como prioridade criar lucros financeiros substanciais para seus investidores. “O empreendedor social encontra seu maior valor nos benefícios transformadores em maior ou menor escala, que possam ser gerados em um segmento significativo da sociedade ou na sociedade em geral. Geralmente, a proposta de valor do empreendedorismo social é planejada para uma população carente ou altamente desfavorecida, sem recursos ou influência para conseguir transformar sua vida por conta própria. Porém, um empreendimento social pode gerar renda e pode ser organizado com fins lucrativos” (BNCC, 2017). 

Como aplicar competências empreendedoras na escola?

A ideia de uma educação empreendedora deve partir de ensinar aos estudantes que suas ideias são levadas a sério, que podem buscar conselhos e colaboração a qualquer momento, que podem agir a partir de um espaço de oportunidades para dar vida às suas ideias.

Mas que competências empreendedoras os professores podem reforçar?

Bom, para começar os professores podem ajudar os estudantes a refletir sobre seus próprios valores pessoais e identificar quem eles realmente são. Essa reflexão os tornam mais autoconscientes e essa habilidade futuramente pode ser aplicada em criar uma marca pessoal, focada em causar um impacto positivo ao redor.

Ensinar os alunos a desenvolver produtos e serviços nos quais estão interessados ​​também é um bom começo, o que inclui ajudar a usar a internet, as mídias sociais e outras ferramentas para descobrir clientes em potencial que desejam ou precisam desses produtos ou serviços. 

Outra competência empreendedora essencial para a vida é a capacidade de estabelecer metas e trabalhar para alcançá-las. Na escola, ajuda a ensinar às crianças o valor intrínseco e a recompensa do trabalho duro, bem como o valor da paciência. 

Outra grande parte de se tornar um(a) empreendedor(a) de sucesso é encontrar maneiras saudáveis ​​e inteligentes de aprender com os erros. Uma atitude saudável em relação ao fracasso pode ter um impacto positivo imediato e a longo prazo na vida dos jovens.

Por fim, e não menos importante, a capacidade de gerenciar dinheiro é sem dúvida uma habilidade empreendedora importante nesta lista. Uma vez que as crianças tenham uma noção do valor real do dinheiro, você pode começar a explicar os orçamentos seja de forma clássica, na Matemática, ou em aulas criativas de simulação de negócios.