Evitar a evasão escolar e queda de aproveitamento são desafios para 2021

2 de dezembro de 2020


A evasão escolar é uma preocupação cada vez maior, graças às consequências da pandemia do novo coronavírus na produtividade econômica. Em meio a todo o ocorrido no mundo, a sobrevivência é uma questão prioritária. As famílias precisam se manter e isso exige que a maior parte dos entes trabalhe de alguma forma, seja em empregos formais, informais ou em casa como, por exemplo, cuidando dos irmãos.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados no ano passado, portanto anteriores à crise de Covid-19, já apontavam que a renda é um dos fatores que mais determinam os percentuais de abandono e atraso escolar entre os jovens de 15 a 17 anos. Em 2018, 11,8% dos mais pobres tinham abandonado a escola sem concluir o Ensino Médio. Percentual oito vezes maior que o dos jovens mais ricos (1,4%). Fora isso, o fenômeno também se apresenta maior na zona rural (11,5%) do que na urbana (6,8%), entre homens (8,1%) do que mulheres (7%) e maior entre pretos ou pardos (8,4%) do que brancos (6,1%).

Aproveitamento escolar também preocupa

A tendência é que a pandemia e o isolamento social, com o fechamento das escolas, tenha piorado ainda mais esse cenário. A perspectiva é de aumento nos índices quando recalcularem as estatísticas. O impacto disso é tão grande, que o efeito pode ser de longo prazo, com problemáticas estendidas para futuras gerações.

Na mesma toada, uma pesquisa da Datafolha apontou que 81% dos pais em São Paulo viram piora na educação dos filhos este ano. Os dados incluem tanto famílias com filhos matriculados em escolas públicas como em particulares. Segundo eles, as principais razões para o aproveitamento escolar ter sido pior esse ano foram: 

  • Falta de estrutura para o ensino remoto: 24%
  • Dificuldade dos pais em acompanhar os filhos nas aulas on-line: 27%
  • Dificuldade de acesso à internet: 20%
  • Falta de preparo dos professores o ensino remoto: 12%
  • Falta de interesse do aluno: 14%
  • Nenhuma das opções: 3%

Evasão escolar é um grande desafio da educação 

Todos esses fatores impactam diretamente na motivação dos estudantes. De acordo  com outra pesquisa do Datafolha, realizada em em setembro de 2020, 30% do pais já temem que seus filhos abandonem a escola e cerca de 54% já percebeu a desmotivação crescente. Trabalho, gravidez, afazeres domésticos e falta de interesse foram listados como causas. Para o próximo ano escolar, 57% dos pais acham que as escolas deveriam voltar com as aulas normais, como antes da pandemia. Entretanto, 28% são favoráveis a uma dinâmica de ensino que alterne aulas virtuais e presenciais, 14% deseja continuar apenas com aulas remotas e 1% não opinou sobre o assunto.

O mundo pós-pandêmico, com diversos laços enfraquecidos, traz a evasão escolar como um grande desafio da educação para 2021. É necessário repensar e reinventar a instituição escola, trazendo o jovem como protagonista de sua própria jornada. Assim como se apropriar do ensino híbrido de forma realista e contextualizada. Sem esquecer de manter a equipe pedagógica informada e capacitada para lidar com as novas temáticas do mundo e saber se comunicar com essa geração. Para ajudar nesta demanda, além dos conteúdos criados para o blog e podcast que buscam discutir o cenário da educação brasileira e mostrar suas múltiplas possibilidades, a Editora do Brasil tem um selo focado em publicações de obras destinadas a formação continuada de educadores e gestores. As temáticas envolvem questões emergentes da educação.

O que é possível fazer?

Após reconhecer os problemas que os estudantes enfrentam, a pergunta inevitável é: o que pode ser feito para evitar altos índices de evasão escolar? Uma resposta definitiva exige a integração de vários poderes e intervenções sociais, econômicas, etc. Não está somente nas mãos dos professores, gestores e afins pensar em uma solução. Ainda assim, é possível fazer um pouco ao identificar as questões que mais afetam a comunidade em que a instituição se localiza. 

Desta forma, há uma melhor chance de trabalhar para mudar comportamentos e atitudes, criar estruturas e implementar opções de aprendizagem individualizadas para ajudar os mais afetados. Ao pensar em personalização, o Laboratório Educacional Brasil (LEB), da Editora do Brasil, oferece um ambiente digital com soluções que potencializam o processo de ensino e aprendizagem. Suas ferramentas pedagógicas e seus recursos visam experiências dinâmicas e práticas com os conteúdos das obras didáticas da editora. Seu grande diferencial é dar praticidade para o docente em meio a uma aprendizagem motivadora para os estudantes: conteúdos multimídia conectados ao universo jovem e especialmente preocupados em estimular o potencial de cada um! Fatores mais do que necessários para um melhor aproveitamento escolar daqui para frente.

Durante esse período de ressocialização, que deve ocorrer durante um longo tempo, ainda é necessário zelar pelo bem-estar não só físico, como emocional desses jovens que vivem uma fase tão importante de suas vidas e em uma época às avessas. Além disso, é importante apoiar as famílias, ouvi-las e estreitar o diálogo. Dessa forma, ao invés de permitir que estudantes em circunstâncias familiares extenuantes abandonem os estudos, é possível encontrar maneiras de apoiá-los.