4 ideias para manter a relação família e escola remotamente

16 de março de 2021


Depois que a pandemia ocasionada pelo novo coronavírus (Covid-19) assolou o mundo, a relação família e escola foi muito atingida. Ao mesmo tempo, o fechamento das escolas ampliou nossa necessidade de trabalhar em conjunto. Para se ter uma ideia, uma pesquisa do Datafolha, encomendada pela Fundação Lemann, Itaú Social e Imaginable Futures, em junho de 2020, entrevistou 1.018 responsáveis por 1.518 estudantes da rede pública. Entre os dados, em média, 51% dos pais, mães, avós e afins, disseram estar participando mais da educação das crianças e jovens do que antes da pandemia. Além disso, 71% passaram a valorizar mais o trabalho desenvolvido pelos professores e 94% consideraram muito importante que os docentes estejam disponíveis para correção de atividades e esclarecimento de dúvidas durante as aulas não presenciais.

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Diante dessas novas dinâmicas, alguns profissionais perceberam que precisavam aprimorar suas habilidades tecnológicas para que pudessem continuar a ajudar as famílias a se sentirem bem-vindas na escola. Mas, como os educadores podem promover esse sentimento de pertencimento em mundo descentralizado, onde professores e estudantes estão juntos a maior parte do tempo – ou durante todo o tempo – apenas por redes online?

Ideias para manter a relação família e escola remotamente 

Independentemente de quanto (ou quão pouco) contato com seus estudantes e responsáveis você é capaz de ter, e quanto a instrução acadêmica está acontecendo, essas ideias podem ajudá-lo a priorizar relacionamentos e permanecer conectados:

Verificação socioemocional

É importante reconhecer como as famílias estão se saindo. Assim, antes de interagir, faça uma pequena verificação para observar, reconhecer e abordar como eles estão se sentindo e em que sentido a escola pode verdadeiramente ajudar. É possível fazer isso em perguntas diretas ou usando enquetes e questionários enviados por meio de formulários, sejam opinativos ou de múltipla escolha. 

Café e chá virtuais 

Se possível, invista nesse tipo de interação mais descontraída. Não importa a bebida ou a preferência de horário, esses encontros virtuais facilitam o contato das famílias com as escolas e, por terem um teor mais informal, estreitam a relação família e escola. Ofereça opções semanais para os pais se conectarem entre si, com os funcionários da escola e com a comunidade no geral.

Redes sociais

Utilize as redes sociais a seu favor. A gestão pode compartilhar como tem funcionado as dinâmicas da escola em lives, webinars e quaisquer outros formatos que se sintam à vontade em utilizar. As famílias podem ler seus e-mails, mas muitas delas adoram se conectar com escolas no Instagram e no Facebook também. Uma ideia é criar hashtags personalizadas e convidar a comunidade a utilizá-las em postagens sobre como tem sido o dia a dia escolar.

Claro e consistente

É importante que a relação família e escola seja sempre clara. Independente de ser uma comunicação escrita ou oral. Além disso, a consistência de tempo e cadência podem ajudar as famílias a antecipar suas comunicações e programar os dias de forma adequada. Do mesmo modo, é importante ser proativo e recíproco. A comunicação proativa ajuda a prever as necessidades e a estabelecer planos de ação.

Seja flexível

Outra palavrinha importante é flexibilidade. Para atender às necessidades de todos os estudantes, considere várias opções de comunicação e participação. Com o fechamento das escolas para aulas presenciais, não é momento para apostar em relações unilaterais. Pense, você pode ligar para uma família para dar um aviso, caso eles não tenham acesso à Internet de alta velocidade? Se sim, ligue e faça a diferença.

Considere que o ensino remoto acontece com formas diferentes para cada família e invista em uma educação responsiva, com estratégias moldadas à medida que os feedbacks são propostos e devolvidos. Afinal, das muitas coisas observadas durante esse tempo, independentemente do ambiente de aprendizagem, ela não acontece sozinha. Precisamos não apenas nos comunicar com as famílias, mas também recrutá-las para atender da melhor forma às necessidades dos estudantes.

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